Etapas da descupinização profissional
Existem, basicamente, duas espécies de cupins que são consideradas pragas urbanas. O cupim de solo (Coptotermes gestroi) vive em locais úmidos e pode corroer até paredes de concreto para chegar ao alimento.
Por sua vez, o cupim de madeira seca (Cryptotermes brevis) habita o interior de móveis, rodapés e tábuas de assoalho. É necessário estabelecer essa diferenciação porque cada criatura requer um tratamento específico.
Ou seja, o controle de cupins não se resume à aplicação de inseticida. Há etapas anteriores à pulverização que devem ser cumpridas com rigor pela equipe responsável.
Perceba melhor no passo a passo abaixo:
1. Investigação técnica
A primeira medida consiste numa inspeção minuciosa do local. Os profissionais fazem uma varredura na área para encontrar os focos de infestação. Eles são treinados para localizar o núcleo do cupinzeiro.
Identificar as espécies invasoras e avaliar o grau de comprometimento das estruturas atingidas. A partir de então, será possível definir as melhores estratégias para afastar os seres indesejados.
2. Definição do tratamento
Sabendo o tipo de cupim que predomina no ambiente e o tamanho da colônia, a equipe de controle de pragas consegue estabelecer o processo de imunização adequado. Nesse ponto, os técnicos calculam a quantidade de calda cupinicida a ser aplicada no local, além de definir a melhor abordagem curativa.
Por exemplo, móveis antigos e objetos delicados podem ser tratados com injeção focal. A aplicação do produto ocorre com uma seringa, de maneira a preservar as cores e as texturas do item decorativo.
Para infestações generalizadas, a técnica mais indicada é a da pulverização. Nesse caso, abrange-se o perímetro como um todo. A madeira absorve o produto, cujo efeito será notado nas semanas seguintes.
3. Dedetização de cupim propriamente dita
A descupinização utiliza químicos fortes. Por isso, o lugar da aplicação deve permanecer isolado. Somente o pessoal autorizado pode ficar no local.
Os profissionais vestem equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, para evitar o contato direto com a substância tóxica. Eles também vedam as aberturas do imóvel, impedindo que o material vaze e atinja a vizinhança.
Depois que o serviço está finalizado, a área já pode ser reocupada normalmente. Porém, o cheiro forte do solvente costuma incomodar. Se o odor estiver muito forte, vale aguardar algumas horas – ou até um dia inteiro – antes do retorno. Abrir as janelas para melhorar a ventilação natural é uma boa tática, nessas horas.
4. Monitoramento do local
Vale lembrar que o cupinicida não age sobre a colônia inteira de uma só vez. O que ocorre é o chamado efeito residual, isto é, cria-se uma barreira protetora que fica ativa no ambiente por algum tempo.
Você pode notar que a dedetização de cupim deu certo ao observar aquele pozinho granulado que se acumula próximo aos móveis de madeira. Esses detritos nada mais são que fezes de cupim. Se a coloração estiver clara, é porque o produto ainda não funcionou.
Se o pó ficar mais escuro, é sinal de que a substância está ativa e os insetos remanescentes devem morrer em breve. De todo modo, o controle de cupins e brocas está sujeito a falhas. Talvez uma única aplicação não seja suficiente para eliminar todos os focos da praga.
Portanto, contrate sempre uma empresa que ofereça garantia dos serviços. Assim, caso o problema continue, os técnicos retornarão ao local para reforçar a imunização.
5. Renovação do controle de pragas
Por fim, é importante mencionar que a descupinização cumpre duas funções. A ação curativa elimina infestações existentes. Junto a ela, existe a ação preventiva, que impede o acesso de novos seres indesejados.
Sendo assim, sua residência ou seu estabelecimento comercial ficam totalmente livres de ataques de cupins. No entanto, o efeito residual da calda cupinicida some depois de 12 meses.
É por essa razão que as companhias do ramo recomendam a renovação periódica do controle de pragas. Você pode, inclusive, planejar um calendário para manter a imunização da área sempre em dia.